quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Head Krusher "somo uma banda de metal extremo"

Oriunda de Taubaté/SP a Head Krusher foi formada em 2005 e tem em sua linha sonora um Thrash/Death Metal vigoroso. Com mais de 10 anos de estrada a banda tem em sua discografia 3 full-lenghts, sendo o mais recente “Inner Curse” lançado em 2015 e em outubro do mesmo ano a banda fez uma alguns shows pela Argentina.

HMAN: Lá se vão mais de 10 anos de estrada, o que é a Head Krusher hoje? Você esperava essa longevidade quando deu inicio as atividades da banda?
Saudações, com o fim da banda  em que eu tocava antes, eu tinha a ideia de continuar tocando com o guitarrista na época, porém o baterista tinha saído, e demorou um pouco para estabilizar e conseguirmos em 2005 lançar nossa demo Disorder, de lá para cá apesar das muitas mudanças de formação a banda nunca parou de tocar e evoluir, já tocamos em muitos lugares no Brasil e também no Equador, Peru e Argentina.

HMAN: Em 2009 a banda lançou seu primeiro disco de inéditas, “Deskontroll”, o que esse lançamento representa para a banda? Como você avalia ele hoje?
Ele é uma releitura das cinco músicas da demo Disorder e mais cinco inéditas na época,  foi muito importante para abrir as portas para a nós, a música Kill the Compassion tocamos até hoje, e onde somos mais conhecidos a galera pede, e canta o refrão. Acredito que Deskontroll foi a base para o trabalho que fomos desenvolvendo, metal extremo com pitadas de thrash, death e black metal.

HMAN: Seis anos depois do primeiro registro lançado, a Head Krusher nos brinda com o excelente “Inner Curse”, como foi o processo de composição desse disco?
Foi um processo mais estudado, tínhamos um objetivo de onde queríamos chegar e trabalhamos para isso, também foi o primeiro que o guitarrista Darc Arantes criou, foram duas composições, eu dizia para ele tentar criar a versão dele das músicas nossas, já que ele entrou na banda em 2012 e já conhecia nosso estilo, trabalhamos todos juntos nos arranjos e o resultado ficou bem sólido.

HMAN: Particularmente, a capa de “Inner Curse” me atraiu muito. Cada um tem uma interpretação, mas gostaria de saber, qual o mistério por trás da arte gráfica desse disco? Tem algum significado especifico?
A capa ficou a cargo de Daniel Sanchez, que também fez da demo Disorder e do Deskontroll, por "acaso" hoje ele é o baterista também, ele já havia tocado conosco nos primórdios da banda e como o baterista nos deixou pouco antes da tour na Argentina, ele assumiu com grande competência também as baquetas.
Existe um relação do título do álbum com a música Personal Demons, é sobre os monstros pessoais que carregamos, todo mundo tem seus segredos, suas manias estranhas, seus medos, as coisas erradas que fazemos, elas estão sempre lá conosco, mesmo que ninguém saiba, são os demônios interiores... ai um dia conversando com o Darc Arantes, ele me disse ... "meus demônios são pessoais" ... surgiu o contexto e fiquei com isso na cabeça e pensei esse pode ser um tema para uma música.
Depois conversando sobre a ideia da arte com o Daniel Sanchez, mostrei a letra e deixei ele trabalhar livremente, quando ele me mostrou o resultado tive a certeza que ele tinha captado a essência do trabalho.

HMAN: Fazendo uma breve comparação entre os dois discos, o “Deskontroll” lançado em 2009 e “Inner Curse” de 2015. Houve uma evolução na sonoridade da banda? Ou alguma mudança?
Existe uma evolução natural, aprendizado em composição... acho que basicamente seguimos uma linha lógica,  somos uma banda de metal extremo com elementos de thrash, death e black, também fomos aprendendo no processo de gravação, que tornou o som mais audível, nosso melhor álbum sempre será o próximo.

HMAN: Como funciona o processo de composição dentro da banda? Vocês costumam compor com frequência?
Logo que gravamos um disco já começam a surgir ideias de novas músicas, quando um ciclo se fecha outro começa.
No geral gravamos as ideias primárias das guitarras em casa, e depois começamos a desenvolver a música no ensaio, algumas vezes já com noções de onde vai ser o refrão, bumbos duplos, em outras, possibilidades diferentes são exploradas.

HMAN: 2015 foi um ano de grandes lançamentos, e se tratando do underground nacional. Como você ve esse momento?
No Brasil sempre há alguma banda de referência que acaba puxando a fila, quando comecei a curtir metal no começo da década de 90, Arise e Beneath the Remains do Sepultura eram referências, 90% das bandas seguiam aquilo, e outros 10% seguiam o Sarcófago.
Depois teve a explosão do Angra, e em seguida do Krisiun, então apareceu a cena do brutal death, quase todas as bandas iam seguindo o Krisiun.
Hoje a moda é o thrash retrô, existe muita coisa boa, mas também muita repetição.
O legal é que muitas bandas continuam seu legado sem se influenciar por essa ou aquela tendência.


HMAN: Em outubro de 2015 a banda fez alguns show pela Argentina, como aconteceu esse contato? E como foi esse giro? Já tinham tocado por lá?
Em 2013, fizemos outra tour, no Equador e Peru, foram 6 shows, e depois de um festival em Guayaquil fomos convidados para participar de um programa de rádio, juntamente com a banda Insignia da Argentina com quem havíamos tocado na noite anterior.
Nisso surgiu uma grande amizade e possibilitou fazer essa outra tour na Argentina no ano passado, ambas as experiências foram muito boas, pudemos conhecer muitas cidades e lugares incríveis, além da bangers insanos,  o respeito dos nossos vizinhos com as bandas brasileiras é notável.

HMAN: Quais os planos da banda para 2016? Aproveito e deixo um espaço par as suas considerações finais.
Estamos começando o processo de composição do sucessor no Inner Curse e estamos bastante animados pela forma com que as novas músicas estão soando, pretendemos continuar fazendo shows pelo Brasil, creio que nos shows é onde mais demonstramos nossa força.

Obrigado à Heavy Metal All Night pela oportunidade e aos bangers que acompanham nosso trabalho, mantenham suas mentes insanas!



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por Artur Azeredo

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