sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Pagan Throne "liberdade aos homens"

Diretamente das terras cariocas surge a Pagan Throne, executando um primoroso Pagan Black Metal a banda vem apresentando o seu mais recente trabalho: "Swords of Blood".

HMAN: Saudações! A horda teve seu inicio no ano de 1998 sob o nome de “Bloodythiirsty”, o que levou a mudança do nome? De lá pra cá, o que mudou dentro da banda?
Rodrigo Garm: Basicamente evolução, a banda passou a trilhar num caminho onde alguns conceitos de formações passadas não cabiam mais, em virtude disso decidimos mudar o nome e seguir o que achávamos e achamos ainda ser o ideal para a banda, temos a temática lírica muito enraizada nas composições e o nome “Pagan Throne” define com clareza nossa intenção.

HMAN: “Swords of Blood” é o mais recente trabalho de vocês. Como tem sido a repercussão desse material no cenário nacional? Vocês chegaram a enviar cópias para o exterior?
Raphael Casotto: A repercussão do novo trabalho tem sido excelente, CDS sendo vendidos para todas as regiões do Brasil. É muito gratificante para nós ver o apoio de quem curte e admira nosso trabalho.
As vendas para o exterior se dão por vendas virtuais, disponibilizamos o CD para Streaming e venda em sites como o “Amazon”, “Itunes”, “Spotify” e muitos outros!

HMAN: A faixa “Rites of War” apresenta um videoclipe muito bem produzido, e através das imagens consegue transmitir claramente os ideais da banda. Quem foi o responsável pela produção e como decorreu todo esse processo?
Rodrigo Garm: Eddie Torres foi quem produziu e editou o clip, a banda toda teve participação direta nas ideias de cenas e roteiro, como a concepção lírica estava viva e já tínhamos uma ideia de como isso deveria aparecer em imagem ficou fácil transpor para a tela. O resultado final nos agradou muito e a receptividade do público e crítica até o momento tem sido incrível, isso nos deixa certos de que o caminho que estamos trilhando é o correto.

Raphael Casotto: Foram meses de discussão sobre qual música trabalhar e como trabalhar, escolhemos “Rites of War” para ser o primeiro clipe por ter um ritmo bem marcante e causar impacto ao ouvinte, fora toda a temática que gira em torno da letra, após ser definida a música que gravaríamos o processo ocorreu de forma bem natural, sempre que nos encontrávamos debatíamos sobre aonde gravar, como seriam os takes, como realizar os efeitos e passar a mensagem da música unindo o visual ao contexto da música, sem dúvida um processo muito árduo, mas que gerou um grande trabalho do qual temos muito orgulho.

HMAN: O nome da banda já sugere a temática abordada nas letras. O que os levou a este tema? Todos os membros da banda são adeptos do Paganismo? 
Rodrigo Garm: Nossas letras falam sobre o paganismo em diferentes aspectos, desde os bárbaros que pilhavam e conquistavam territórios aos povos antigos que defendiam suas culturas e veneravam seus Deuses, rituais de sacrifícios pela vida, orgulho e conquistas épicas, não existe uma cultura central, abordamos temas da mitologia nórdica, ameríndios e diferentes sociedades que num aspecto geral fazem parte do paganismo. Os membros estão ligados de uma forma ou de outra com tudo que é representado, claro, cada um com seu ponto de vista e são livres para expor o que bem entendem, bem como preconiza o paganismo em sua essência, “liberdade aos homens”.

Raphael Casotto: O tema é muito interessante, eu particularmente gosto muito de ler sobre a cultura nórdica, mas não significa que só falemos sobre a cultura dessa região, como Garm citou, falamos de tudo de uma forma geral, fora do âmbito do Cristianismo.

HMAN: Sempre vejo vocês fazendo uso da internet para divulgar lançamentos e futuros shows. Até onde essa ferramenta é positiva neste auxilio? Esse crescimento dos downloads tem atrapalhado a comercialização dos CDs?
Rodrigo Garm: Acreditamos que a internet é o veículo de comum acesso e agiliza muito alguns processos que de outra forma teríamos muita demora em obter retorno, a questão download não pode ser vista como vilão porque de certa forma faz sua musica rodar, quem é fã de material certamente vai comprar o disco, uma coisa não inviabiliza a outra.

HMAN: Desde quando comecei a acompanhar as bandas com temática Pagã aqui no Brasil, sempre notei comentários estúpidos que diziam ser impossível ser brasileiro e cantar músicas sobre as religiões pagãs de origem europeia. Vocês já receberam esse tipo de crítica? Como a banda lida com este assunto?
Rodrigo Garm: Já recebemos e lidamos de forma tranquila quanto a isso uma vez visto que abordamos diferentes temas dentro do paganismo, não há espaço para radicalismo dentro das nossas musicas, estamos sempre vendo as coisas sobre um patamar mais amplo onde sentimentos estúpidos e retrógrados não cabem e dessa forma a nossa visão passará a ser sempre profissional e imparcial aos olhos do grande público, liberdade poética existe desde que os seres humanos passaram a compor seus versos, apenas compomos nossa forma de ver as histórias do passado e o que achamos errado no presente e obviamente para onde a humanidade caminha.

Raphael Casotto: Não é impossível, tanto que fazemos (risos), mas não falamos apenas sobre a cultura e as mitologias europeias, e mesmo se o PaganThrone fosse uma banda que só abordasse essa temática não seria esse tipo de comentário de pessoas sem cultura que nos faria parar, existem diversas bandas no mundo e cada uma fala sobre o que bem entender, pessoas desocupadas e sem cultura sempre irão atrás de criticar quem faz um trabalho de qualidade e com seriedade.


HMAN: Quando uma banda define seu estilo como Pagan Black Metal, sempre há aquela velha especulação de que a banda possui ligações com o movimento NS. Qual o pensamento de vocês a respeito deste movimento?
Rodrigo Garm: O movimento NS é um tipo de movimento, assim como tantos outros que existem, o que vai definir o que uma banda é ou deixa de ser são suas atitudes, o PaganThrone é uma banda de Pagan Black Metal pela temática num todo, não remetemos nada a movimento algum, compomos livres de rótulos ou de organizações, todos são livres para escreverem sobre o que bem entenderem.

HMAN: Com o recente lançamento do full-lenght, quais são os planos para o ano seguinte?
Raphael Casotto: Estamos preparando mais um vídeo para o Full “Swords of Blood”,e em paralelo com os shows de divulgação do atual trabalho já começamos as composições para um novo lançamento para o ano que vem.

HMAN: Agradeço as palavras! Deixo aqui o espaço para as suas considerações finais.
Rodrigo Garm: Agradecemos pelo espaço que nos foi cedido, contamos sempre com o apoio dos nobres guerreiros que sempre estão conosco em nossas batalhas por essa maravilhosa terra. Pagan Hail!

Raphael Casotto: Obrigado a todos que nos acompanham e nos apoiam, nunca mediremos esforços para produzir o melhor para todos vocês!



Links Relacionados
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Por Bryan Batista

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