sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Godzorder Ressurgindo

Formada em 2013 em Jundiaí, por ex-integrantes de bandas underground da região. A Godzorder é uma banda que não se prende á rótulos, mas carrega um conceito e um ideal na sua criação. Com uma sonoridade calcada no Thrash Metal a banda acaba de lançar o seu primeiro EP “Obey”.
HMAN: Como surgiu a Godzorder? Explique um pouco o conceito por trás da formação e da logo da banda.

Rafael Morassutti (Barba): O Godzorder na verdade é uma restauração de um antigo projeto do qual fiz parte por uns 15 anos, o Stupid Vision, banda que teve uma trajetória marcante e influente na cena local, com respaldos à nível nacional, que parou de atuar em 2008 mas nunca decretando seu fim. Em 2013, depois de ter atuado em várias outras bandas, decidi retomar esse projeto que, apesar de um hiato de 5 anos em silêncio, sempre se manteve vivo em mim. Porém, achei que uma reciclagem era necessária. Novo nome, novos integrantes, nova identidade, nova imagem, enfim... apenas mantendo a mesma proposta musical e a energia que a envolvia. Dado o primeiro passo, as coisas foram se agregando e tomaram forma rapidamente, e no mesmo ano a banda gravou e lançou o primeiro single e começou a se apresentar.
Gosto muito de simbologia e acredito que um símbolo causa maior impacto do que um texto ou palavra dependendo do que representa. Nossa logo é um ambigrama, figura que mantém a mesma forma independente da posição que se olha, representando a proposta da banda como sendo íntegra em qualquer situação. É composto por 4 letras “G” estilizadas representando os 4 integrantes com igualdade, sem destaques singulares, dispostas de maneira a formar um círculo fechado representando a banda como um “todo”. Procurei criar e desenvolver algo simples, porém marcante, com os significados relacionados ao projeto. Gostamos do resultado, está surtindo efeitos.

HMAN: A sonoridade da banda tem como norte o Thrash Metal, mas não se prende a esse rótulo trazendo elementos de outros subgêneros dentro do metal. Como vocês definiriam a sonoridade da Godzorder? 

Barba: Realmente, apesar dessa característica, não fazemos questão de nos prendermos a esse rótulo e tampouco queremos qualquer outro. Temos as mais variadas influências tanto do gênero rock, que é a maioria, quando de outros segmentos e assim vamos testando essas variáveis conforme as composições permitem.
Nesse EP, o som é pesado mas tem certa melodia, tem duetos, blast beat, tambores tribais, afinação alta e baixa, é agressivo mas também sentimental, as vezes rápido, as vezes mais cadenciado, enfim...
Acho que prefiro deixar para quem ouvir tirar as próprias conclusões, (rs).

HMAN: A banda conta com músicos já experientes, como foi o entrosamento da banda, e como ocorreu a composição de “Obey”?

Barba: Convidei músicos amigos que já conheciam e eram inclusive fãs do antigo projeto, o que facilitou o entrosamento e agilizou o desenvolvimento das músicas.
As composições do Obey foram resgatadas da antiga banda. Todas passaram por um “up grade” sendo que algumas sofreram alterações sutis e outras foram completamente reestruturadas para se enquadrarem à proposta do EP.


HMAN: A banda não se conteve em apenas lançar o disco em formato físico e disponibilizou de forma gratuita o EP para audição no youtube. Por que?

Barba: A internet é a vitrine universal e é bom que seu produto esteja lá. Hoje, a música é virtual e quando uma banda lança um trabalho novo e não o disponibiliza pelo menos para audição ela tem muito a perder. É inútil lutar contra isso. Sinceramente, minha intenção era de nem lançar o EP físico, mas fizemos uma tiragem para atender aos consumidores que apreciam a música nesse formato, e também pelo fato de alguns selos se interessarem em lançar o material.
E logo vamos disponibilizar as músicas para download também, antes que alguém o faça, (rs).

HMAN: Como chegaram aos selos que lançaram o disco? Como vocês veem esse tipo de união dos selos e distros, para lançar um disco?

Barba: Enviamos as músicas para nossa assessoria assim que ficaram prontas, bem antes do lançamento e com isso , em caráter privado, fizeram contato com selos apresentando o trabalho e então alguns se interessaram em lançar. 
Esse tipo de parceria é muito importante, bom como necessária para ambos. Todo e qualquer meio que viabilize e reforce a divulgação dos projetos é bem vindo; e cada qual tendo seu foco e representando seu papel da melhor maneira, certamente se fortalece e prospera com seus propósitos e todos se beneficiam.



HMAN: Apesar da Godzorder ser uma banda nova, vocês já tem uma estrada, como vocês avaliam o atual momento do underground brasileiro?

Barba: Acho que posso dizer aquela conhecida frase: “A gente era feliz e não sabia.” 
Em um dado momento, a cena se “prostituiu” e virou balada, perdeu-se aquela integridade e uma avalanche de bandas cover tributo engoliram o underground comprometendo o lado autoral do movimento, que ainda disputa esse espaço. Eu mesmo cheguei a fazer parte disso. Mas, assim como toda farra, chega uma hora que enjoa e fica maçante e hoje sinto que estamos passando por uma transição, resgatando e revalorizando o trabalho autoral. Bandas, mídia, promotores e casas de show estão se interagindo mais, entendendo que parcerias são necessárias para que tudo funcione e proporcione resultados positivos como todos querem, mas ainda resiste um certo individualismo, boicotes e atitudes medíocres que deixam a cena “patinando”, prejudicando seu fortalecimento.

HMAN: Quando sai o full-lenght, já está nos planos? O que podemos esperar da Godzorder ainda para 2015?

Barba: O momento agora é de promover o nosso EP recém-lançado através de shows e veículos de mídia visando agregar fãs à proposta da banda a fim de consolidar nosso nome no cenário.
Um full-lenght já está nos planos sim, claro, inclusive já estamos trabalhando em novas composições, mas sem previsão ainda. O que posso dizer que tem muita coisa “na gaveta” (rs !).

HMAN: Deixo aqui um espaço para a banda fazer suas considerações finais! 

Barba: Primeiramente quero agradecer por nos conceder este espaço e aos leitores que se interessaram em conhecer um pouco sobre a trajetória dessa banda, e dizer que é sempre um grande prazer poder contribuir de alguma forma para o fortalecimento do metal nacional. Ao que estiver ao nosso alcance, podem contar com o GODZORDER.
É “nóis”!



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Por Artur Azeredo

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