quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Coldblood Com a alma vendida

Sem muitas apresentações, com vocês ColdBlood. Banda que já figurou aqui nas paginas do Heavy Metal All Night, mas que retorna sobre uma visão diferente. 

HMAN: Saudações Diego, é um grande prazer entrevista-lo! Para dar inicio, comente um pouco como se deu a sua entrada para a banda. Como tem sido a caminhada de lá pra cá?

Diego: O prazer é todo meu Bryan. Bom, eu fui convidado para o ColdBlood pelo Markus Couttinho (batera) já havíamos trabalhado juntos em outras bandas e projetos anteriormente, também somos amigos de longa data. Rolou uma vaga de guitarrista inicialmente, mas conforme ajustávamos as coisas foi natural que eu assumisse o posto de vocalista/guitarrista.

HMAN: Já faz algum tempo que vocês anunciaram o novo disco, o que você poderia dizer sobre esse novo trabalho? Seguirá a mesma linha do “Chronology Of Satanic Events”?

Diego: No momento ainda não divulgamos detalhes como o nome do disco nem a capa por exemplo. Posso adiantar que serão 10 músicas e que estamos seguindo a linha do Chronology, mas é óbvio que mostraremos coisas novas em termos de composição explorando essa veia mais mórbida que introduzimos ao nosso som desde o Chronology. 

HMAN: Para mixar e masterizar o novo álbum, vocês escolheram ninguém menos que o produtor e baterista da banda Destroyer 666, Chris “Mersus” Menning, que trabalhou com vocês no último lançamento. Quais foram os motivos que os levou a mantê-lo na produção?

Diego: Bem o Chris é um excelente profissional, ele acertou em cheio na produção do Chronology e nos agradou muito assim como nossos fãs. Ele conseguiu tornar a produção bem definida sem soar moderno. Queremos manter esse tipo de som nada cristalino, nada ‘‘plastificado’’, porém muito bem acabado e cavernoso.


HMAN: Quais elementos você definiria como essencial para a banda na hora de criar cada música? Quais temas vocês procuram abordar nas músicas? Estes temas são vividos por vocês no dia a dia?

Diego: Existem muitas bandas que nos inspiram e algumas influenciam. Acho que a junção desses dois conceitos moldam o que fazemos. Tocamos Death Metal e buscamos ser como as bandas que idolatramos, mas ao mesmo tempo gostamos de muitas bandas fora desse estilo em específico como Mercyful Fate, King Diamond, Celtic Frost, Venom, Dissection, Mayhem e por ai vai. Sempre tiramos inspiração em algumas sacadas dessas bandas e de outras e incluímos no nosso som. Abordamos satanismo em nossas letras, você pode chamar de tradicional ou teísta em resumo. Isso envolve muito mais coisas sobre nossas vidas e o dia a dia do que as pessoas imaginam, depende da experiência de vida e história de cada um, depende do que realmente você busca.

HMAN: “Chronologic of Satanic Events” foi o primeiro disco da banda a ser lançado no exterior, como foi à receptividade desse material lá fora? E aqui no país, vem rendendo bons frutos?

Diego: Na verdade esse não foi nosso primeiro lançamento no exterior, o Under the Blade I Die nosso primeiro full foi lançando por uma gravadora mexicana além de um selo nacional. Com o Chronology também fomos muito bem recebidos  tanto aqui quanto lá fora. Fizemos uma turnê sul-americana como headliners e uma nacional ao lado do Funerus (EUA) e Nervochaos. As vendas foram ótimas, shows lotados e em breve esperamos voltar a estes lugares e desbravar muitos outros.

HMAN: Atualmente o mercado da música passa por um momento delicado, cada vez menos as pessoas tem comprado o material das bandas devido à facilidade de consegui-los de graça na internet. Como vocês veem essa questão? Isso tem atrapalhado ou auxiliado vocês na divulgar algo?

Diego: A internet é uma ferramenta que ser for bem administrada ajuda bastante. Somos uma banda underground, nossas tiragens são pequenas, sendo assim posso dizer que as nossas vendas são boas usando shows como termômetro e também pedidos online. Olhando pro passado sabemos que venda de cd não é ganha pão, estão todos concentrados em fazer turnês e manter a chama acesa da maneira que podem. O download é como as drogas, você pode proibir mas não pode impedir as pessoas de usarem e ficarem felizes por isso.

HMAN: Vocês já dividiram palco com bandas como: Cannibal Corpse, Master, Onslaught, Mayhem dentre outras. Como foi para vocês, uma banda underground, chegar a esse nível? Qual foi a importância desses shows na carreira da banda?

Diego: É sempre muito inspirador e gratificante estar ao lado de ídolos como os citados. Trabalhamos duro ensaiando, gravando, investindo e estudando nosso instrumento por anos e muitos desses caras também passaram por isso, então é sempre uma conquista a mais tocar com grandes nomes, assim como fazer shows com bandas que ralam como nós é de extrema importância.

HMAN: O que a banda representa para você? Até que ponto o underground está presente na sua vida e na dos demais músicos?

Diego: Todos na banda temos outros compromissos e responsabilidades pessoais, mas posso dizer que minha alma já está vendida, estamos sempre trabalhando em algo da banda e estamos muito focados. No final tudo é sobre o legado que estamos criando. É a nossa arte e será eterna.

HMAN: Quais são os planos da banda para agora? Para o lançamento do disco, vocês já possuem shows marcados?

Diego: Após o lançamento do CD planejamos gravar um novo clipe e depois excursionar no exterior. Temos alguns shows marcados para os próximos meses com o Asphyx dia 22/10 no Teatro Odisséia, Underground Rock IV dia 7/11 no Botecando Moto Rock Bar(Campo Grande) e com Benediction dia 29/11 no Recreativo Caxiense.

HMAN: Agradeço a disposição em responder a entrevista, deixo aqui o espaço para as suas considerações finais.

Diego: Eu que agradeço Bryan, a você e ao Heavy Metal All Night! Malditos sejam!

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