sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Mortuo muito além de um projeto

O projeto Mortuo iniciou em meados de 2004, no entanto se chamava “Evilusions”, logo o nome foi dado a banda que Fábio Castro ‘Vox Morbidus’ fazia parte em 2006. No entanto a banda não vingou e no final de 2013 Vox Morbidus, retoma o projeto agora sob o nome definitivo de Mortuo.

HMAN: O embrião surgiu em 2004, mas só em 2013 o Mortuo ganhou vida. Quando você decidiu que era hora de retomar e dar vida ao Mortuo?

V.MORBIDUS: Foram alguns fatores que pesaram nessa retomada do projeto Mortuo. Em 2012 eu pisei em um palco pela última vez com a banda Sadsy. Depois disso a banda teve algumas baixas, comecei uma outra banda, não vingou, então decidi retomar o projeto Mortuo pois para isso não dependeria de outras pessoas e também de ensaios, poderia gravar as músicas no meu tempo livre. A maioria delas já estavam prontas. 

HMAN: “Old Memories of the Past” trás um Black Metal bem ambientado, com uma atmosfera gélida e sombria. Como você chegou a essa sonoridade? Qual a sua auto avaliação com relação ao resultado final do disco?

V.MORBIDUS: As primeiras músicas criadas em 2004 foram feitas apenas utilizando teclados e efeitos, decidi manter essa ideia e acrescentar todos os outros instrumentos que dessem mais peso a elas. O resultado foi melhor do que eu esperava, foi difícil fazer essa adaptação, mas no final ficaram como eu queria. 

HMAN: Você fez todo o trabalho do disco, a parte gráfica, gravação, masterização. Qual é o sentimento de ver um trabalho ganhar vida e ir se materializando pouco a pouco? Você chegou a se pegar em algum momento de duvida em meio a produção do disco?

V.MORBIDUS: Foi muito gratificante. Quando você tem uma banda completa você já conhece suas músicas com todos os instrumentos antes mesmo de grava-las, basta apenas alguns ensaios. Agora quando você trabalha sozinho é diferente, muitas dúvidas surgem. 

HMAN: Você já teve experiência em outras bandas, mas como é trabalhar na sua própria musica em uma sonoridade que você gosta, independente de opiniões?

V.MORBIDUS: Posso dizer que foi uma das melhores experiências que tive no ramo musical. É claro que há dificuldades, mas pude produzir algo do meu agrado, com minhas ideias.

HMAN: Além do Mortuo, você exerce outras atividades, dentro do meio underground. Pela sua experiência é possível sobreviver do underground?

V.MORBIDUS: É verdade, faço de tudo um pouco na cena underground, mas infelizmente ainda não pude viver somente disso. Não conheço ninguém que consiga se manter somente com esse trabalho. Mas vejo uma vantagem, que é poder trabalhar com aquilo que gosta, sem mascarar sua ideologia em busca lucro.

HMAN: O disco saiu por intermédio de vários selos, esse método tem sido adotado em vários lançamentos, pelo underground. O que você acha dessa união em beneficio de um lançamento? Qual a sua avaliação do atual momento do underground brasileiro, mesmo se falando em crise? 

V.MORBIDUS: Se não fosse o apoio dos selos não teria condições de lança-lo sozinho. O underground unido é forte, infelizmente alguns não pensam dessa forma. Quando posso eu compro alguns Cds de bandas undergrounds, camisetas etc. Tenho alguns lançamentos através da Tornhate Records, sei como isso é importante. 

HMAN: Existe planos de levar o Mortuo para a estrada? Quais os planos para o futuro do projeto?

V.MORBIDUS: Ainda não pensei na ideia de ter a banda completa e pegar estrada mas, isso pode acontecer futuramente. Espero ainda esse ano a participação da banda Mortuo em um CD tributo ao Bathory, depois disso estarei compondo as músicas para o 2º álbum, para no máximo 2 anos estar com ele pronto. 

HMAN: Deixo aqui um espaço para as suas considerações finais!

V.MORBIDUS: Gostaria de agradecer o apoio dado ao meu projeto e demais bandas undergrounds, não poderia deixar de agradecer novamente aos selos que me apoiaram, em especial ao grande Luiz Carlos P. Louzada (Vulcano), sua ajuda foi muito importante.


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por Artur Azeredo

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