segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Disfigured by Hatred espalhando o caos e a podreira

A banda foi criada no dia 28 de fevereiro de 2014 tocando um Thrash Metal tradicional e logo lançaram uma demo teaser, intitulada “The Ritual”. Com a entrada de Balthazar nos vocais, a sonoridade da banda mudou e passou a soar mais como um Death Metal Old School, após algumas mudanças na formação, à banda se uniu com outros músicos da Esgoto Satânico e assim consolidaram seu line-up atual.
HMAN: Salve Balthazar, muito obrigado por aceitar essa entrevista! Para dar inicio, eu gostaria que você apresentasse os demais membros e contasse um pouco da trajetória da banda até os dias de hoje.

Balthazar “The Gutsfucker”: Opa, eu que agradeço Bryan, é um prazer e uma honra. Bem, atualmente nossa formação segue com Rodrigo Campbell (guitarras), Reginaldo “Hellmaniac” (baixo) e Davi (bateria). Nós passamos por muitas mudanças de formação e subgênero ao longo da nossa evolução. No início, Rodrigo assumia os vocais e o baixo com a sonoridade mais Thrash. Após a minha entrada, entramos no Death/Thrash e houveram muitas mudanças de guitarra e bateria, até que Rodrigo, a mente por trás dos riffs, assumiu de vez a guitarra, e nos juntamos a nossos dois parceiros provindos da Esgoto Satânico, para fazer nosso Death Metal Old School, ou Raw Death Metal. Atualmente, temos feito muitos shows com o apoio da União Headbanger – RJ, e queremos agradecer não só a eles, mas também a todos os que sempre estão presentes em nossa seita de assassinos!

HMAN: Quais são os projetos da banda para este final de 2015 e para o principio de 2016?

Balthazar: Por enquanto, seguir tocando enquanto trabalhamos em nossa Demo (Raw Death Metal) e nosso EP (Krokodil), os quais pretendemos lançar até o começo de Setembro. Também temos pretensões de lançar alguns splits com muitas aliadas, tais como Poems Death, Vermis, e participar de algumas coletâneas. Mais pra 2016, temos planos de já entrar num full lenght, com pelo menos 13 músicas das mais podres e sujas que já criamos, possivelmente intitulado de Funeral Hymn. Temos também a pretensão de começar a levar nosso som para outros estados, e de repetir nosso evento, Pure Fucking Armageddon, com seu Vol.2 com muito mais bandas novas da nossa cena.

HMNA: Qual foi o ponto principal para que a banda mudasse a sonoridade? Passando de um som mais veloz e tradicional para algo mais bruto, sujo e cru?

Balthazar: Então, quando você possui um nome como “Desfigurado pelo Ódio”, você só sente aquela vontade de fazer um som de brutalidade absurda. Aos poucos, somando com todas as influências que possuímos de bandas clássicas de Death Metal e afins, e ainda por cima uma paixão por todo o som Old School, decidimos descer mais uns degraus em meio a sujeira, e representar uma face do Death Metal Old School na nossa cena.

HMAN: Vocês são uma banda relativamente nova no cenário, mas já dividiram palco com bandas como: Flagelador, Velho, Vingador, Apokalyptic Raids entre outras. Como foi para vocês com tão pouco tempo de estrada, tocar com bandas que já possuem certo nome na cena?

Balthazar: Sinceramente, é sensacional, emoção vai a mil a cada show (risos). No começo de 2015, fizemos nosso primeiro evento (Pure Fucking Armageddon – Vol.1) no Subúrbio Alternativo aqui no RJ, e boa parte dos membros da União Headbanger estava presente. Eis que fomos convidados pelo Alexandre Chakal (Thrashera) para fazer nosso segundo show, Metal Reunion Fest (15/03), ao lado de Kahbra, Sakhet, dos ilustres Jana Lemos e Carlos Otr, e Flageladör, onde pude conhecer um ídolo atual, Hugo Golon (Cemitério). Ao sermos convidados para o Cruzada Metal então, tocar ao lado do Apokalyptic Raids e Velho, foi sem igual! Desde então, não paramos mais, e pretendemos continuar espalhando nossa doença sonora em nome de Satã! E claro, sem deixar de agradecer ao apoio de todos que estão sempre conosco.

HMAN: Quem escreve as letras da banda? E quais são as inspirações da banda na hora de criar um som?

Balthazar: Eu mesmo sou o compositor principal, mas volta e meia o Rodrigo ou Reginaldo acabam gerando uma letra também. Olha, quanto a inspiração, quanto mais bruto, melhor. Temos músicas de muitos temas variados, tais como Krokodil, a droga devoradora de carne, antropofagia, horror, gore, essas coisas. Gosto de escrever também sobre serial killers, reais ou fictícios, tal como em Silence Of The Lambs, inspirada em Hannibal Lecter, Lake Of Blood, uma música futura sobre Charles Ng e Leonard Lake, autoria do Rodrigo, coisas assim. Também gosto de explorar algo mais oculto, em letras como Funeral Serenade, sobre rituais de mortificação, Necropolis, uma letra sobre Anúbis, enfim, muita coisa que quebra as barreiras do absurdo (risos). Acho que isso provém de nossa inspiração musical, de bandas como Grave Desecrator, Massacre, Macabre, Pungent Stench, Entrails, Death, entre outras.
  
HMAN: O cenário carioca anda bem movimentado atualmente, gostaria que você indicasse algumas bandas da sua região que estão na ativa.

Balthazar: Com todo o prazer! Temos aqui pelo nosso cenário grandes bandas como Poems Death, Incognosci, Persecuter, Vermis, Tygertannk, Sakhet, Thrashera, Praga, Velho, Farscape, Total Silence, Apokalyptic Raids, UnhaliGast, Imperador Belial, Tyranno, Atomic Roar, Grave Desecrator, Lástima, Whipstriker, isso sem contar as bandas que continuam a surgir, tal como o Lápide, Bestial Violence, Hellmaniax, Mörbid Dogs, entre outras bandas. Acho que o cara que reclamar que “a cena carioca não tem banda” ou é maluco ou preguiçoso demais pra conhecer” (risos)

HMAN: Ainda falando sobre o cenário carioca, vocês tem vivido um momento muito interessante, o qual a União Headbanger tem realizado diversos eventos em parceria com as bandas locais. Qual a importância de união pra vocês como músicos e também como público?

Balthazar: Veja bem, nós sempre estamos presentes nos shows da UH, primeiramente porque gostamos do bom e velho Metal, e isso é o que não falta, e porque realmente há uma união, você se sente bem vindo, se é o que te agrada. Atualmente só temos a agradecer aos membros da UH que sempre nos apoiam, ora estando presentes em algum show, ora nos cedendo espaço para fazermos nosso som, e a muitos amigos que nos acompanham desde o começo de tudo, antes mesmo de gerarmos a DBH. Acho que 3 coisas prevalecem acima de tudo: simpatia, companheirismo e respeito, e se você possui isto em mente, você pode ter certeza que a recompensa é incomensurável.

HMAN: Agradeço as palavras Balthazar, e deixo aqui o espaço para suas palavras finais, e deixe o contato da banda.

Balthazar: Eu que agradeço mais uma vez a oportunidade de ceder esta entrevista rapaz, em nome da Disfigured By Hatred. Queria agradecer também, mais uma vez a todos que nos apoiam e estão presentes em nossos shows e a todos que nos ajudaram e nos ajudam nesta trajetória. Sábado agora, 15/08, estaremos tocando no Satan’s Night, ao lado de UnhaliGast, Farscape e Krueger, um convite do brother Marcelo Zanatta, da MZ Produções, e em Setembro temos nossa seita homicida instalada no Brothers In Gore, do brother Thiago Splatter, onde dividiremos palco com grandes nomes do Death Metal atual como Offal, Infamous Glory, Poems Death e Embalmed Alive, enfim, dois grandes shows que mais uma vez marcarão para sempre nossa história, assim como todos os outros, dos quais seremos eternamente gratos. Quem quiser ficar ligado em todos os acontecimentos da banda, basta curtir nossa Page ou adicionar o perfil da banda no Facebook.
Foi um prazer ceder esta entrevista mano, obrigado pelo apoio. É uma honra fazer parte da nossa cena atual, e estamos aos poucos trilhando nosso caminho nesta estrada da qual esperamos que não tenha fim!

LONG LIVE THE CRUDE DEATH METAL! 666



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por Bryan Batista

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