quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Amnost persistindo

O miolo inicial do que viria a ser a Amnost se formou em 2007, mas so em 2008 conseguiu uma formação para se apresentar ao vivo, sob o nome provisório de Legions of the Dead. A partir dai a  banda sofreu com idas e vindas de membros até2010 quando a banda fecha a formação.

HMAN: A Amnost sofreu inicialmente e durante alguns anos, com a frequente troca de membros, qual foi a maior dificuldade nesse período? De certa forma prejudicou ou influenciou no avanço e desenvolvimento da banda?

Nayara: No inicio era dificultoso quanto aos shows. A banda ter mais de um membro com outra banda ou projeto além do Amnost fazia com que não se pudesse fechar alguns eventos, além de divergências quanto à influencia musical de alguns e outros quesitos que não beneficiava a banda em seu proposito. Posteriormente a troca de formação ajudou em vez de dificultar em todos estes aspectos e, sem duvida, tudo que a banda passou so foi benéfico para que encontrássemos a sonoridade realmente almejada, eu poderia dizer que ainda não encontramos o ponto ideal quanto à nossa musicalidade.
Alexandre: O problema da constante mudança de formação é que quando entra um novo integrante é como se a banda começasse do zero,  muito tempo é gasto e as vezes pode ser apenas tempo perdido mesmo, não agregando em nada, porém cada integrante tem a sua particularidade que pode somar. Em olhar mais abrangente tudo é válido como experiência e apesar de desanimar os contra tempos, o importante é não deixar de insistir, tal persistência acabou por consolidar a formação atual, que esta bem coesa e se destacando.

HMAN: Até o momento a banda não tem nenhum registro gravado, talvez a inconstância na formação tenha prejudicado o andamento das composições. Existem planos para algum lançamento? A banda costuma compor com frequência?

Nayara: A banda possui uma demo intitulada ‘Tortured Existence’ com a formação anterior que não espelha a sonoridade atual e por isso não tocamos as musicas e nem divulgamos mais o referido trabalho. Pretendemos, sim, gravar o mais rápido possível. Isso ainda não ocorreu apenas porque há falta de tempo devido às outras ocupaçes dos membros e, por consequencia, não há uma frequência ideal de composições, pois elas acontecem primordialmente nos ensaios.

HMAN: Em termos de sonoridade o Amnost tem o Death Metal como norte. Como se consolidou esse perfil sonoro? Quais bandas vocês tem por influência?

Nayara: A banda teve tal proposta desde o inicio, embora as composições iniciais sofressem uma influencia mais melódica, ao meu ver, e talvez não tão madura. Acredito que a formação atual, por ter gostos parecidos dentro do Death Metal, definiu melhor a sonoridade nesse sentido.
Acho que cada um, embora tenha gostos parecidos como já disse, tem uma influencia distinta com relação à sua cooperação pessoal dentro da banda. A minha influencia particular, quanto aos varios aspectos dentro de uma composição e a maneira como ela soa, tem como base as linhas que, por exemplo, Blood Red Throne, Krisiun, Bloodbath e Cannibal Corpse seguem, acredito eu. Quanto ao vocal, acho que o estilo de Muhammed Suiçmez é o que me soa o mais adequedo para nossa proposta, mas não da pra se prender a isso.
Alexandre: Pessoalmente algumas bandas que posso destacar como influência são Morbid Angel, Krisiun, Deicide, Bloodbath.

HMAN: Como surgiu a ideia do registro em vídeo da musica “Eating The Disgrace”, feita pelo Heavy Metal On Line?

Nayara: Pra ser sincera, eu não lembro.  Mas minha ideia não foi. (rs) Eu conseguia a proeza de ser ainda mais tímida do que sou hoje.
Alexandre: O Neto (baterista) é irmão do Clinger(HMOL), quando iniciou o projeto Heavy Metal On Line o Clinger já tinha idéia de fazer gravações com bandas no estúdio onde ensaiamos. Fomos na verdade a primeira banda a gravar no estúdio especificamente para o programa, apesar de ser a primeira vez que tocávamos com a Nayara para um “publico” e estávamos bastante cru para a gravaçao, foi uma ótima experiência e continua sendo um grande meio de divulgação para banda.

HMAN: Como vocês veem o atual momento do underground brasileiro? É necessário que aja uma renovação?

Alexandre: É complicado, já tocamos para show que deve ter tido 20 pagantes e essa realidade esta se tornando cada vez mais comum em shows underground, a renovação é algo fundamental, precisamos de novos bangers para assim movimentar todo um feedback de patrocínio, iniciativas, shows, bandas e etc.

Nayara: Acho que já esta havendo. Tenho visto um esforço maior recentemente. Acho que a coisa voltou a andar.

HMAN: Quais os planos para o futuro da Amnost?

Nayara: No momento acho que é realmente gravar um EP. Talvez isso ocorra no próximo ano, junto com a retomada dos shows, pois tivemos que dar uma pausa este ano por força maior.

HMAN: Deixo aqui um espaço para a banda!

Amnost: Gostaria de agradecer o interesse pela banda e ao espaço cedido. Acredito que é devido a essas e outras iniciativas que o underground esta voltando a ter força. Aproveito para deixar o link da nossa pagina no Facebook onde são publicados os shows e com certeza sera divulgado assim que entrarmos em estudio! Obrigado.


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por Artur Azeredo

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