segunda-feira, 13 de julho de 2015

Bê a ba do Metal brasileiro


Nos últimos anos testemunhamos um aumento no número de shows pelo território tupiniquim. Mal tinha começado 2015 e nomes como Ozzy Osbourne, Motorhead, Judas Priest e Kiss, já tinham datas definidas no Monster of Rock. Além de um bico por alguns estados, a Monster Tour, algumas apresentações esporádicas, para que todos tivessem oportunidade de ver seus ídolos. Nada mais justo do que aproveitar a reunião da trupe para dar um giro.

O Brasil vive um momento delicado economicamente, o escândalo recém revelado da Petrobras, mostrou um rombo bilionário. O governo cortou gastos, vamos conter despesas, mesmo assim teve show, certo que são iniciativa privadas e nada tem a ver com as falcatruas monetárias da atual gestão. O ponto é, o pacote de medidas aplicadas pelo governo, causou alguns aumentos, tanto no combustível, o que afeta diretamente o transporte e os produtos alimentícios, pode parecer hipocrisia, mas o brasileiro parece que gosta de contar migalhas.

Mesmo assim teve Monster of Rock, teve Lolapalloza e vai ter Rock in Rio, o País vive um dos momentos mais favoráveis em se tratando de shows internacionais. Mesmo em crise se consegue movimentar milhões, atrair multidões, como formiguinhas no açucareiro. O brasileiro reclama, mas paga, paga as contas e arruma um “tempinho” para ir no show do Motorhead, pois a banda já tem estrada e a saúde de ferro do Lemmy, já da sinais de enferrujar.

Enquanto isso em uma dimensão paralela, tem um evento que custa 10 reais com bandas autorais da sua cidade ou região. Esse evento, sendo otimista, vai ter umas 50 pessoas. É do brasileiro valorizar o que vem de fora e negar ou fechar os olhos para o que está na sua frente. Apesar disso o cenário independente brasileiro vive um excelente momento, todo mês tem um lançamento novo, as bandas daqui volta e meia vão fazer uma pontinha na Europa. Também tem eventos tradicionais no underground, pelo Brasil a fora, mesmo assim por rixa, birra e mimi, os ditos “metaleiros”, so saem de casa quando tem “show legal”, show de “banda grande”. Falar isso é chover no molhado. Mas nunca é demais retomar a lição.

Por Artur Azeredo

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