quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Anarkhon Seguindo em frente

O Death Metal do Anarkhon veio ao mundo em 1999, na cidade de Guarulhos, São Paulo. De lá para cá, aconteceram trocas de menbros, fatalidades, mas nada parou está maquina da morte. Em 2013 lançaram seu terceiro full-lenght “Welcome to the gore show”, disco que trás uma sátira da politica nacional.


HMAN: Como surgiu o Anarkhon? E por que essa temática mais podre e fétida da morte?

Wellington Backer: O Anarkhon surgiu na cidade de Guarulhos-SP em 1999, tocando covers de bandas como sepultura, pantera, etc... e já tínhamos  também alguns temas próprios, porém sem um estilo definido. Com o tempo fomos nos entrosando mais e descobrimos que o que tínhamos em comum era o gosto pelo material gore, splatter que as bandas americanas faziam. E nosso vocalista na época, Péricles (R.I.P.), gostava de escrever coisas sobre assassinatos, violência e mortes em geral e por isso achamos que esse era o caminho a ser seguido.

“Welcome to the gore show” saiu em 2013, um ano de revoltas, conturbado para a politica brasileira. Como foi compor esse trabalho? E como surgiu essa ideia de aliar o Death Metal do Anarkhon com a Politica?

Wellington: Na verdade isso foi uma espécie de coincidência porque eu já vinha desenvolvendo a arte da capa, isso em 2010 e que eu me lembro neste ano não tínhamos problemas com a politica e o país até que andava bem das pernas. Mas quando se trabalha com musica extrema sempre se visualiza  o lado negativo da coisa, e desde que definimos que o titulo do novo álbum seria algo que envolvesse um circo ou show de horrores,  logo pensei: por que não fazer nosso show de horrores no nosso maior picadeiro? E assim surgiu a ideia... para nossa sorte os eventos que aconteceram no ano de 2013 serviram  para alavancar mais ainda a repercussão do disco. Mesmo porque, a capa foi divulgada antes de terminar o álbum no estúdio devido a esta oportunidade que surgiu em meio aos protestos.

Como tem sido a receptividade de “Welcome to the gore show”, o retorno por parte do publico e mídia?

Wellington:  A repercussão maior sem dúvida é por causa da capa, mas em termos musicais tivemos a oportunidade de mostrar uma linha de composição diferente daquilo que fazíamos. Tiramos um pouco o pé do acelerador e buscamos inspiração no death metal dos anos 90, produzindo um álbum mais cadenciado, mais ''old school'' e isso parece que vem agradando demais o público em geral.

Vocês lançam um novo material a cada três anos, então teremos um disco de inéditas só em 2016? Podem nos adiantar algo?

Wellington: Bom...não acredito que desta vez seguiremos esta regra, creio que em 2017 talvez... não consigo ainda te dar uma previsão pois estamos  colhendo muitos frutos deste ultimo álbum e infelizmente ainda não surgiram ideias novas para um novo disco. De certa forma eu gosto quando as coisas caminham neste sentido pois ganhamos tempo o suficiente para idealizar um álbum ainda melhor que o anterior, mantendo assim a evolução que o death metal impõe.

O primeiro full da banda foi lançado em 2007, “Obesidade Mórbida”, o que esse trabalho representa para vocês?

Wellington: Para nós representa a conclusão de um trabalho complexo, onde até chegarmos a resultado final tivemos que lidar pela primeira vez com a saída de membros fundadores, entrada de novas cabeças e novas ideias. Ter que encarar pela primeira vez a perca de um companheiro que infelizmente não viu o seu grande sonho se realizar. Mas por outro lado conseguiu ainda deixar seu registro, tornando assim um álbum clássico dentro do death metal nacional.

Antes de “Obesidade Mórbida” ser lançado o Anarkhon sofreu com a perda do então vocalista Péricles Hooper, vitima de um atropelamento. Como foi lidar com essa perda e como o Anarkhon conseguiu seguir em frente?

Wellington: Como disse anteriormente foi difícil para nós, lidar com esta tragédia, chegamos a pensar em parar com tudo, mas alguma coisa dizia que não era hora de parar e precisávamos dar continuidade. Honrar nosso amigo que sempre falava para gente, que independente de qualquer coisa o Anarkhon deveria continuar. Assim fomos retomando os compromissos aos poucos e logo em seguida com o lançamento do álbum obesidade mórbida e a sequencia de shows que surgiram,  vimos que  tínhamos  tomado a decisão certa.

Em 2008 vocês fizeram uma tour, de divulgação do primeiro full-lenght, pela América do Sul, como foi esse giro?

Wellington: Foi muito bom, tocamos em 5 países da américa do sul e passamos por lugares onde nenhuma banda de metal estrangeira havia passado antes, como foi o caso da cidade de El Alto na Bolívia.

As capas do Anarkhon são um espetáculo a parte, vocês prezam por essa arte? Quem faz a arte e como acontece essa concepção?

Wellington: Geralmente quem faz estas artes sou eu, exceto as capas do obesidade, into the autopsy e o split convent possession que foram desenhadas pelo artista Rafael Tavares. Geralmente discutimos sobre o tema ou titulo de um novo álbum e através de um consenso eu começo a fazer os primeiros esboços até chegar em um resultado que agrade todo mundo.


A internet sem duvidas é um grande aliado na hora de divulgar um lançamento. Ela acaba atrapalhando em algum momento?

Wellington: Hoje em dia não, pelo contrário, além da banda divulgar seu trabalho sem restrição, você encontra inúmeros meios de mostra sua música, sem contar que nada disso influencia nas vendas do material físico como muitas pessoas acham.

Quais os planos para o Anarkhon em 2015?

Wellington: Vamos concluir a segunda parte da Welcome Gore Tour, tentar passar por algumas cidades do norte e nordeste do Brasil, pois isso é algo que nós buscamos desde do inicio da banda.

Deixo aqui um espaço para as considerações finais!

Wellington: Gostaria de agradecer pela oportunidade de divulgar e mostrar nosso trabalho pela cena underground, e também aproveitar para dizer que estamos abertos a negociações para shows. Os interessados por favor entrar em contato pelo e-mail: sodomic@ig.com.br ou pela nossa pagina oficial no facebook. Um forte abraço a todos e mais uma vez obrigado pela força !!! 



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por Artur Azeredo