terça-feira, 27 de janeiro de 2015

AttacthA vivendo um novo momento

Inicialmente formada em 2007 o Attractha, como toda banda, teve seus percalços até estabilizar a formação, o que ocorreu apenas em 2012. Em Janeiro de 2013 a banda lançou seu primeiro registro o EP “Engraved”. A partir dai a banda se dedicou a divulgar o material lançado, até que em 2014 o vocalista, Marcos Canha, se desliga da banda.

Criar uma banda é uma coisa, fazê-la dar certo é outra. Conte-nos como surgiu o Attractha?

Humberto Zambrin: Olá galera do Heavy Metal All Night! Certamente esta frase é a melhor que já ouvi! Ter a ideia, montar a banda e começar a tocar na garagem ou estúdio é relativamente simples, mas fazer tudo funcionar e se tornar um “nome” no mercado é outra coisa. E realmente esse foi nosso pensamento desde o início! Eu conheci o Ricardo em 2007, com um pensamento em comum, que seria formar uma banda, do zero, com a proposta de fazer uma música livre de rótulos, aproveitando, ou melhor, tirando vantagem das nossas diferentes influências nos diversos estilos dentro do Metal. Nunca quisemos soar como Hard ou Heavy ou Thrash e etc… queríamos soar simplesmente Metal! A partir daí começamos a busca pelos outros integrantes. Nos primeiros anos até tivemos uma formação mais estável, mas realmente colocar todas as pessoas na mesma mentalidade, com o mesmo nível de ambição e dedicação num cenário como o da época era difícil demais. Em 2011 eu mesmo acabei desistindo pelas idas e vindas. Felizmente o Ricardo me convenceu a continuar e aqui estamos!

Como funciona o processo de composição dentro da banda? Como foi compor para o EP?

Ricardo Oliveira: O processo de composição normal da banda não é dos mais produtivos, mesmo porque, nas seções de composição do EP, ainda estávamos moldando a sonoridade da banda… mas em geral eu trago alguns riffs e uma ideia geral para a música e vamos desenvolvendo tudo juntos. Praticamente a música é feita por todos nós, uma vez que cada um tem voz ativa no processo de composição e participam bastante! O interessante de trabalhar assim é que linhas de guitarra mudam para acomodar ideias de bateria, e assim por diante…nada é certo até todos estarem satisfeitos com o resultado. Apesar de demorar mais, é totalmente participativo pra todos, o que mantém também a união da banda!

Como foi a repercussão do EP “Engraved”, como tem sido o retorno por pare do publico?

Humberto: Sinceramente a repercussão foi bem melhor e maior do que esperávamos! Logo ao lançarmos, fomos surpreendidos com uma excelente resenha e destaque na revista mais importante de Metal no Brasil e conseguimos contatos para mandar nosso material pra fora do país através dos nossos parceiros da Corrosiv Musik na Alemanha. Com isso tivemos resenhas, feedbacks e críticas de mais de 10 países, incluindo França, Portugal, Rússia, México e República Tcheca… bom, ele ainda está nos rendendo frutos, pra ser sincero…afinal aqui estamos nós, falando com vocês! (risos)

A faixa “The Choice” ganhou um vídeo clipe, como foi o processo de produção, para o vídeo?

Guilherme Momesso: Foi maluco! (risos). Tudo aconteceu muito rápido… começamos a receber muitos pedidos, de fora do Brasil, para algum material em vídeo. Apesar de termos alguns vídeos de performances ao vivo em canais da Web, nos vimos na missão de realmente preparar um vídeo clipe e, como a maioria das coisas no AttracthA, o que era uma simples ideia se tornou algo um pouco maior. Nós filmamos tudo em um único dia, foram mais de 10 horas de trabalho. Conseguimos o local através de uns contatos do Humberto, e também o responsável pela filmagem e produção… fizemos “trocentas” tomadas com equipamento de 1ª linha (câmeras 5D – que eu nem sei o que fazem) (risos) e depois fomos montando a edição de acordo com a dinâmica da música. O interessante é que o VJ Scan, que produziu, nos deu a ideia de montarmos a edição como se o clipe fosse um grande trailer, com cortes muito rápidos sem ficar na mesma imagem por muito tempo… e adoramos o resultado! Na nossa página do Facebook tem as fotos do backstage, algumas engraçadas!


A banda já trabalha em um full-lenght? O que pode nos adiantar? Tem alguma data de lançamento?

Humberto: Sim, estamos trabalhando como loucos no full… estamos mudando um pouco o modo de trabalho para acelerar o processo… mas é difícil mudar alguns hábitos! (risos). Nós gostaríamos de lançá-lo em Março deste ano, mas fizemos uma grande pausa nas atividades nos últimos 3 meses de 2014 para o processo de seleção do novo vocalista. Agora está tudo normalizado… Adiantar? Humm… acho que as pessoas irão ouvir outra banda, bem diferente da que gravou o “Engraved”. O som está mais maduro, numa direção ligeiramente diferente do que já fizemos… quem sabe daremos um aperitivo nos próximos meses? (risos)

O vocalista Marcos Canha deixou a banda ano passado, como ocorreu esse desligamento? Vocês já tem um substituto?

Humberto: Ele não quis continuar por razões pessoais. Sim, já temos, não um substituto, mas um novo vocalista! O legal disso é que um vocalista novo, como já disse o John Oliva, é igual a um brinquedo novo… estamos matando ele de tanta coisa! (risos) Optamos por uma pessoa com linha totalmente nova, bastante alinhada com o amadurecimento sonoro que atingimos! O nome dele será divulgado logo, logo.

O ano de 2014,foi excelente para o metal nacional, e 2015 não iniciou diferente, como vocês veem esse grande momento da musica pesada no Brasil?

Humberto: Estamos vendo como uma boa chance de retomada da força que o underground perdeu, acredito realmente que 2015 vai ser bem melhor. O ponto principal é ter as pessoas se interessando por material novo e autoral, para que haja uma renovação…

Quais os planos do Attractha para 2015?

Ricardo: Esse ano queremos fazer tudo ao mesmo tempo! (risos) Vai ser um ano produtivo pra gente, se der tudo certo! Teremos a apresentação de um novo vocalista, que já é algo interessante, estamos com parcerias muito boas para shows dentro e fora de São Paulo (queremos tocar mais e mais longe!) e temos o CD que deve sair do forno logo mais, talvez no comecinho do 2º semestre… depois? Mais shows! (risos)

Deixo aqui um espaço para as suas considerações finais!

Guilherme: Ah, primeiramente agradecemos o espaço e a atenção de vocês! A gente sempre se diverte nessas entrevistas… obrigado mesmo. Além disso queremos agradecer a todas as pessoas que nos acompanharam em 2014, às poucas pessoas que nos ajudaram no processo de encontrar a nossa nova voz e claro, deixar a mensagem pra que fiquem antenados nas nossas novidades, se puderem, compareçam aos shows e divulguem também para os amigos! (risos) Um abraço e um muito obrigado pra todo mundo!



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por Artur Azeredo