quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Fábio Jhasko Ex-Sarcófago


Fábio entrou no Sarcófago em 1990, logo após o polêmico “Rotting”, e saiu da banda em 1993 mas deixou o seu legado na historia do Sarcófago com o excelente “The Laws of the Scourge”. Disco contestado por alguns e idolatrado por outros, o fato é que nesse registro a banda se apresenta mais técnica, voltando-se mais par o Death Metal deixando de lado a blasfêmia que o consagrara.

Sobre a sua trajetória no Sarcófago e o disco “The Laws of Scourge” conversamos com Fábio.


HMAN: Primeiramente, é uma grande honra entrevista-ló, Fábio conte nos como chegou até o Sarcófago? Como foi seu entrosamento com a banda?

Fábio Jhasko: Saudações à todos, a honra é toda minha! A minha passagem pelo Sarcófago ocorreu através de um anúncio em um programa de rádio aqui em SP, o qual uns amigos ouviram e me transmitiram, nessa época eu acabava de deixar a banda Skullkrusher. Onde havia gravado sua segunda demo-tape, então mandei uma fita pros caras e eles acabaram me convidando.

Você participou do disco “The Laws of Scourge”, como foi esse processo, você tinha experiência como guitarrista? Teve liberdade para criar?

Bem, na verdade pode-se dizer que eu tinha uma certa experiência, adquirida em bandas anteriores, mas o Sarcófago foi sem dúvida a maior das escolas. Tive liberdade para criar, apesar de no estúdio o produtor limar uns trechos que estavam soando eruditos!

“The Laws of Scourge” foi lançado em 1991, no mesmo ano saiu o EP “Crush, Kill, Destroy”, esse EP trás 2 faixas inéditas. O que esses trabalhos representam para você, como guitarrista?

Com todo o tempo disponível de gravação acho que poderia ter mais qualidade de minha parte, mas tudo é aprendizagem e acho que até hoje não aprendi.

Se comparar o “The Laws of Scourge” com os lançamentos anteriores do Sarcófago, nota-se a diferença na sonoridade, mais técnica e voltada ao Death Metal. Na época em que o disco foi lançado gerou algumas discussões, como você vê essa mudança de sonoridade ou evolução sonora?

Na verdade o "Rotting" já enveredava por esses caminhos, tanto no visual e temática já sem a agressividade do "INRI" e o som mais melódico. Eu vejo isso como uma transição entre a revolta e a “revolta controlada”!

Em 1993 você saiu do Sarcófago, como ocorreu esse desligamento? Como era a convivência com Wagner e os demais membros?

Na verdade já havia me desligado da banda antes de gravar, havia os bons e maus momentos, já chegamos até a sair na porrada.

Depois do Sarcófago, você seguiu com sua carreira de guitarrista? Chegou a tocar em outras bandas?

Sim, realmente em muitas mesmo e algumas participações em álbuns do Pentacrostic, U-Ganga e mais recentemente do Bode Preto, esta última também me apresentando ao vivo.

Fazendo uma breve comparação da cena, quando você ainda estava no Sarcófago e agora, esta melhor ou pior? Qual sua opinião sobre o atual momento do underground brasileiro?

Na época show de banda gringa era raridade, então o público ia nos shows tupiniquins mesmo, mas sempre digo que para alguns a web foi revolucionária e para outros a gota d’água para uma suposta extinção da cena, sendo esta última opinião rejeitada por mim. Acredito que o movimento se fortaleceu, vejo uma massiva divulgação de shows tanto aqui em São Paulo como em todo o Brasil. Então neguinho vem falar em extinção ou mesmo que a cena acabou é um grande disparate, diria que cronologicamente está nivelada, mas certas modinhas para manchar a cena sempre existiram e sempre existirão.

Como foi a reunião para a comemoração dos 20 anos da coletânea “Warfare Noise”? Como foi tocar as musicas do Sarcófago novamente?

Encontrei com o M. Joker através da internet pois não tive mais contato com os caras. E então ele me convidou para participar, e realmente foi impagável, reencontrar os  amigos das antigas, reviver a época e ainda tocar com o Possessed, ídolos da infância.

Quais seus planos para o futuro, se tem banda quais os planos da sua banda ou projeto?

Além do Bode Preto, voltei com a antiga banda em que tocava nos anos 80 a Klamor, com a mesma proposta sonora e lírica da época, porém com uma dose a mais de ódio e fúria!

Deixo aqui um espaço para você deixar suas considerações finais e um recado, aos fãs do Sarcófago!


Obrigado à todos, valeu Carlos Henrique Schmidt, Artur de Azeredo e Heavy Metal All Night, You Rules, aos  Brothers que curtem o nosso trabalho, tem barulho novo coming soon , Klamor band, Metal hasta la muerte! 




Contato por Carlos Henrique Schmidt
Entrevista por Artur de Azeredo