terça-feira, 23 de setembro de 2014

The Jokke Enquanto as Chamas Queimam

A The Jokke é uma banda de Death Metal de Porto Alegre-RS, idealizada pelo guitarrista Igor Dornelles. Fundada em 2008 a banda tem em "While Flames Burn", o seu único registro, lançado em 2009.

Igor nos revelou alguns detalhes e o que podemos esperar para um futuro próximo da The Jokke. 

HMAN: Conte-nos como surgiu a The Jokke? Podemos considerar como uma One Man Band?


Igor: A The Jokke surgiu do meu descontentamento com minha antiga banda, onde os membros não tinham compromissos sérios com a mesma. Resolvi sair dela, fiquei trancado em casa compondo os sons, letras e todo o conceito atrás do disco.

A The Jokke surgiu de mim e contratei o Maurício Weimar para gravar as baterias do disco. Logo depois disso convidei o Wagner para posto de baixista. Ele nunca mais saiu da banda e agora é o baterista da mesma, visto que o Maurício apenas gravou o álbum. Ela não é uma One Man Band, e sim uma banda que não tinha conseguido encontrar membros comprometidos em levar a mesma para a frente de modo sério. Felizmente, achamos o Israel para o cargo de baixista e agora estamos com um line-up poderoso!

A sonoridade apresentada em “While Flames Burn” é única, um Death Metal rápido, bruto e absurdamente pesado, como chegou a essa sonoridade?

Creio que é o resultado das experiências musicais que tive anteriormente e das influencias que obtive no metal. Gosto muito de Hate Eternal, Nile, Morbid Angel, entre tantas outras bandas.

Outro detalhe do disco é a excelente arte do Marcos Miller, como você chegou até ele, e o resultado ficou satisfatório?

Conheci o Marcos pelos outros trabalhos dele, com bandas como Mental Horror e Decimator e aí pensei que ele seria o cara certo para a arte do disco. Entrei em contato e ele topou participar. O interessante é que ele não ouviu nada da banda e terminou a capa pensando que a banda era de metal tradicional, pelo nome da banda e pelo título do disco. Acho que isso fez com que a arte ficasse diferente para os padrões do Death Metal.

Como funciona o processo de composição da The Jokke, é você mesmo que compõe?

No primeiro álbum, compus tudo sozinho, com exceção da bateria onde dei liberdade total para o Maurício. No segundo disco, o Wagner compôs algumas linhas de baixo, escreveu uma letra e está compondo as baterias e o Israel está escrevendo três solos de baixo para o disco. Como falei antes, a ideia da banda não é ser um “projeto solo” do Igor Dornelles e sim uma banda mesmo, onde todos integrantes devem ter liberdade para dar ideias.

Como foi a receptividade de “While Flames Burn”?

Foi excelente! Lancei o álbum de forma digital e muita gente conhece a banda em vários lugares do Brasil e até fora do país graças a isso. Sempre trabalhei duro para tentar divulgar de todas as formas possíveis e acho que isso valeu a pena. Tem gente que ainda me pergunta sobre ela, achando que acabamos, mas podem ter certeza que a The Jokke está na ativa e se preparando para shows!

Você também toca na Bloody Violence, da para conciliar as duas bandas, e como você faz para compor em 2 bandas, pois as duas seguem a linha Death Metal, no entanto uma segue mais o Technical e a outra o lado mais tradicional.

Com certeza da para conciliar. É o que sei fazer e o que gosto de fazer. Então não vejo problemas algum em manter as duas bandas. Amo o death metal e a música em geral. Aliás, tenho outros projetos musicais fora do metal. Componho de forma distinta para as duas bandas porque as vejo como duas coisas diferentes, sei que cada uma tem sua linguagem musical dentro do Death Metal, então o processo acaba sendo tranquilo.

O que você acha do atual momento do underground gaúcho? A internet é um facilitador?

Acho que a cena tem altos e baixos, como em todo o momento. Grandes shows estão acontecendo aqui no estado e isso faz com que os olhos se voltem para nossa cena. Muitas bandas boas são daqui e temos um publico fiel. A internet facilita com certeza, como disse antes lancei o álbum digitalmente e foi muito boa a receptividade.

Quais os planos para o futuro da The Jokke, podemos esperar mais lançamentos?

Estamos em estúdio compondo as baterias dos novos sons! Será poderoso, mais pesado e com músicas mais diretas, estou realmente animado com a nova formação da banda. A galera está se empenhando do jeito que a banda merece! Se tudo correr bem, em 2015 estaremos lançando o novo cd e fazendo shows para divulgá-lo.

Deixo aqui um espaço para a suas considerações finais!


Agradeço ao espaço e ao seu interesse pela banda. Espero podermos espalhar o som da The Jokke em todos os cantos do estado e país em nome do poderoso Death Metal!

Se liguem no poderio sonoro da The Jokke



Links Relacionados


por Artur de Azeredo