quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Nervochaos "headbanger é headbanger em qualquer lugar do planeta"



Recentemente os paulistas da Nervochaos, voltaram de uma tour pela Europa com Centurian e Warcursed. Mal chegaram ao Brasil e já partiram para mais um giro, agora com a Coldblood e os americanos da Funerus. No último fim de semana as três bandas tocaram em Santa Maria-RS no Obscure Faith Festival, aproveitamos a oportunidade e conversamos com o Edu e o Quinho, baterista e guitarrista da Nervochaos, confiram!

HMAN: Como foi tocar em Santa Maria, sendo que já não é a primeira vez que tocam na cidade, como foi tocar nesta edição do Obscure?

Edu: Cara, pra nós é sempre um prazer estar aqui no coração do Rio Grande do Sul, a gente tem uma historia que remete a dezembro de 96 nosso primeiro show em Santa Maria, no DCE Catacumba com Marcelo Aza. Sempre fomos muito bem recebidos, o Rio Grande do sul assim como todo o Brasil, mas especifico no RS é um berço de bandas de metal de todos os estilos, do thrash, death, doom, heavy. A presença do publico, presença de bandas locais, comprovam a força do estilo no estado e é sempre um prazer voltar e espero que se repita mais vezes.

Vocês já tocaram aqui, fizeram tour na Europa recentemente com Centurian e Warcursed, como foi? Da pra sentir a diferença?

Quinho: Foi um grande prazer tocar na Europa com os caras do Centurian e com os caras da Warcursed que já são irmãos, na Europa a cena é parecida, como aqui a galera compareceu em peso, e o Brasil mostra que não fica atrás dos gringos, a galera comparece apoia compra material, fomos bem recebidos é isso que importa.

Edu: headbanger é headbanger em qualquer lugar do planeta, tem as diferenças de cultura, as diferenças e características de cada local de cada país, mas no fundo headbanger é headbanger, talvez por isso a gente não sinta tanta diferença.

Pra vocês, que já estão há algum tempo na estrada, lançaram disco recentemente, DVD, videoclipe, como ta o underground brasileiro hoje?

Edu: Nunca teve tão bom, tem uma diferença básica entre as bandas, as bandas que são da estrada, bandas que são estradeiras assim como nós e veem que o underground está vivo, que a cena metal está mais viva do que nunca, forte, e se você faz um trabalho bem feito, tem um som de qualidade teu show sempre vai ter público, e tem as bandas que são banda de shopping center, que tocam de fim de semana, tirando onda, talvez pra essas bandas a cena esteja morrendo, esteja morta, mas a cena ta viva super forte, o underground é nossa casa nosso berço a gente é pra sempre underground

Para a banda que toca para o público para o headbanger, sempre vai ter esse apoio de volta.


Edu: O importante é fazer por que você te amor, você tem a paixão você vive esse estilo de vida, a gente não ta nessa para ganhar dinheiro pra ficar rico, pra ficar milionário, pra ganhar mulher, pra entrar de graça em show, a gente ta nessa por que realmente vive o estilo de vida que é o Metal seja o heavy, o thrash, o death, o verdadeiro underground é isso.

Quinho: A gente é headbanger como vocês como qualquer um que tava aqui no show. 

Agradeço a atenção dos caras, e o contato da Metal Media!

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por Artur de Azeredo