segunda-feira, 7 de julho de 2014

Entrevista Skin Culture



A Skin Culture surgiu em 2005, e ao longo do tempo vem lançando discos e consolidando-se na cena Heavy Metal Brasileira. EM 9 anos lançaram 4 cd’s entre eles “The Flame Still Burn Strong” de 2013, e um DVD “Rapture” de 2009.

Skin Culture é: Shucky Miranda(Vocal), Attilio Negri(Guitarra), Nathan Soller(Baixo), Tueu Isaac(Guitarra) e Marcus Dotta(Bateria).


Sobre a consolidação e o futuro da banda conversamos com Marcus Dotta!

Nove anos de estrada, 4 discos e 1 DVD, como você vê essa consolidação da Skin Culture, em um mercado saturado de bandas que fazem mais do mesmo?

A proposta da banda é fazer algo moderno, mas não cair totalmente em estilos passageiros. Usamos elementos de bandas de estilos recentes como o Djent, mas sempre com um pé em bandas clássicas como Sepultura, Fear Factory e Pantera. Isso da pra perceber claramente nas músicas do disco novo do Skin Culture. Passagens que que tem lembram Whitechapel estão lá, mas riffs que te lembram o Dimebag também.

“The Flame Still Burn Strong” foi lançado em 2013, como foi a receptividade material?

Ta sendo muito boa. Todo mundo tem se surpreendido com a evolução do som da banda. Ficou mais técnico e pesado, principalmente pelo uso de guitarras de 8 cordas.

Vocês estão trabalhando na produção do primeiro vídeo clipe, o que pode nos adiantar desse material?

O vídeo será da música Dementia, uma das mais diretas e porradas do disco. A parte visual vai seguir a mesma ideia da música, mostrando a banda tocando na cara, sem frescuras. Vai ser gravado em Campinas agora em Julho, com a produção do Juliano Val Tristão da Mahatta Filmes.

Como ocorre o processo de composição dentro da Skin Culture? Qual o foco das letras da banda?

Nesse último disco, a composição foi feita com a banda junto ao produtor do disco Raul Dipeas, em seu estúdio. O Raul regravou algumas demos que existiam com a formação anterior da banda, e adicionou composições novas. Como eu entrei na banda no meio do processo de gravação do disco, eu regravei as bateras de todas as músicas, colocando minhas ideias em cima das composições que já existiam.

A banda sempre se manteve na ativa, com lançamentos relevantes e shows ao lado de  banda de renome no metal mundial, qual a receita da Skin Culture para essa evolução constante?

Eu entrei na banda há pouco tempo, mas desde o início do ciclo do novo disco, a ideia da banda é sempre expor a banda numa qualidade profissional, seja em fotos, no novo disco e clipe, ou mesmo nos shows. A vantagem de se tocar junto com bandas internacionais é que conseguimos sempre uma estrutura muito boa para mostrar o trabalho da banda.

 Em meio aos 9 anos de estrada, qual foi o momento mais difícil para a Skin Culture?

Acredito que em qualquer banda, sempre é mais difícil troca de formação. Ainda mais quando a banda cria uma nova identidade e começa a fazer um som diferente, achar integrantes que consigam absorver a nova linguagem da banda é um processo muito trabalhoso.

Qual o papel da internet para a Skin Culture? Vocês costumam usar as redes sociais?

Com certeza. A banda tem seu perfil nas principais redes sociais. Antes uma banda nova poderia ser conhecida por revistas impressas ou mesmo em lojas de discos. Hoje a internet mudou tudo, primeiro com o Napster e derivados, depois com Myspace e Youtube, hoje em dia com o Facebook, Twitter, Soundcloud. Atualmente essas redes são praticamente o cartão de visita de qualquer banda.

Qual a sua opinião sobre o Heavy Metal Brasileiro hoje?

É difícil não cair naquele velho discurso clichê de que existem bandas que fazem frente a bandas gringas, mas não existe um mercado consolidado para esse estilo por aqui, onde poucos conseguem viver disso. O interessante é que algumas bandas tem conseguido virar um pouco esse jogo, unindo o Metal com Hardcore, cantando em português, e criando um novo público, que consome merchandising, vai aos shows. As bandas precisam se virar para continuar tocando e produzindo, e essas bandas novas dão um bom exemplo de novas formas de construir e manter uma carreira para a cena nacional como um todo.

Quais os planos da Skin Culture ainda para 2014?

Lançar o clipe em Agosto e cair na estrada. Várias tours com bandas de renome estão sendo fechadas para esse segundo semestre, aqui no Brasil e possivelmente lá fora também. Logo logo estamos anunciando. Também pretendemos lançar outro disco até o meio de 2015, então devemos começar estar com as composições avançadas até o final de 2014.

Deixo aqui um espaço para as suas considerações finais!

Muito obrigado Artur pelo espaço e fiquem de olho no Skin Culture em 2014!


Agradeço a atenção e o empenho do Marcus! Longa vida a Skin Culture!

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Stay Heavy!



por Artur de Azeredo