quarta-feira, 16 de julho de 2014

Entrevista Mithrubick

Mithrubick é uma banda de Death Metal/Grindcore de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Fundada em 1997, a banda tinha uma proposta inicial voltada ao Thrash Metal e se chamava Blaster. Em 1999 lançaram uma demo “Traces of Violence”, a partir dai sob o nome de Mithrubick lançaram 2 demos, em 2002 “Chaotic Visions of the World” e em 2007 “5 More Songs in the Name of Hate”. 

Conversamos com Ed Simor, sobre a trajetória da banda, e a produção das musicas para o próximo lançamento.


Conte-nos um pouco de como surgiu a banda? Qual era a proposta inicial da Mithrubick?

Inciamos eu Ed Simor e meu irmão Fernando Simor fazendo uns sons já com a ideia de montar a banda. Isso já vinha há muito tempo e assim que conseguimos comprar a guita e a batera o meu irmão convidou o Douglas (ex-baixista) que era colega dele e aí a coisa se formou. No inicio a proposta era meio que voltada pro Thrash Metal, mas com o andamento das coisas e conhecendo bandas da cidade mesmo como a Vômito, Necrocephalo e Embalmed, fomos nos familiarizando melhor com o Death Metal e o Grind e pegamos gosto pela coisa. Foi quando demos uma guinada e decidimos realmente o que queríamos fazer.

A 17 anos de estrada, no entanto a banda sofreu com alterações frequentes em seu line up, mesmo assim se manteve na ativa, o que move a Mithrubick?

Acho que essas mudanças fazem parte da trajetória das bandas. São poucas bandas que se mantém intactas neste aspecto. Inclusive pensávamos que não aconteceria na nossa, mas aconteceu. Foi um momento de reunir esforços onde cada um deu um poço de si para manter a banda funcionando. O Rafa que tinha entrado na banda pra tocar guitarra optou pelo baixo e se adaptou bem. Também tivemos de nos adaptar musicalmente ajustando melhor a sonoridade da banda e reorganizamos a parte de equipamentos que foi a parte mais demorada. Mas deu tudo certo e estamos aí. Acho que o que nos move na verdade é o amor pelo que fazemos e esta parceria entre os membros da banda.

Vocês lançaram poucos materiais até o momento a que se deve isso?

A própria readaptação do line up atrasou um pouco as coisas. Durante a readaptação vimos a necessidade de melhorar nosso back line, então demos prioridade para isto para fazermos os próximos materiais com melhor qualidade. Todos nós temos um emprego paralelo à banda, família  etc. e muitas vezes acabamos por definir prioridades que interferem nisto.

O próximo lançamento já tem composições encaminhadas? Como ocorre esse processo dentro da banda?

Sim. Já temos sons novos preparados para gravar e outros em andamento. Não há uma regra no nosso processo de composição. A ideia vêm, normalmente da guitarra e é gravada ou passada para o Guitar Pro e depois é exposta num ensaio e depois vamos polindo. Também pode surgir na hora do ensaio ou em alguns casos em que bate uma inspiração e sai a musica inteira. Varia bastante.

Como foi a experiência de tocar em Montevidéu no Uruguai, em Abril deste ano? Deu pra sentir como é a cena por lá?

Foi uma experiência muito boa porque apesar de ser uma cultura diferente, se assemelha com a cultura aqui do Sul em muitas coisas e você se sente praticamente em casa. A cena por lá é bem semelhante à daqui porém pude notar que entre eles há uma diversidade maior de estilos frequentando um mesmo local.


Como vocês veem o atual momento do underground gaúcho?

Acho que vem se renovando ao longo do tempo e ficando mais acessível que em outras épocas. Para nós aqui do Norte RS fica meio difícil acompanhar todos os eventos que acontecem no estado principalmente na região metropolitana devido à distância. No entanto, aqui na região tem tido uma repercussão bem legal com os festivais que tem ocorrido em Erechim e Carazinho com o Blasphemic Art Festival, por exemplo. Aqui em passo fundo é mais difícil de ocorrerem  festivais, mas há uma boa galera que curte.

A banda faz uso da internet, seja para divulgação ou para contatos, como vocês veem essa ferramenta sendo inserida na cena underground?

Sim, temos feito bastante uso do Facebook, que embora virtual tem esta proximidade do contato, embora virtual . Temos também twitter e myspace, mas usados com menos frequência agora.  Acho que a internet junto com as redes sociais forma uma poderosa ferramenta  para a divulgação da cena underground pelo fato de atingir uma gama muito grande de pessoas. Antigamente se fazia tudo por cartas, me lembro bem.

Qual a expectativa para tocar na região central do estado no Diabolus Fest em Outubro?

Estamos ansiosos para conhecer a galera e a cena daí e pisar novamente no palco. Teremos novos sons para apresentar e esperamos fazer um bom show ao lado das bandas do cast.

Quais os planos para a banda ainda em 2014?

Finalizar as novas composições e gravar novo material. Não há data definida ainda, mas possivelmente no final do ano.

Deixo um espaço para as considerações finais da banda!

Agradecemos a oportunidade de participar do Diabolus Fest e o interesse pela entrevista. Esperamos fazer um bom Show e que todos tenham uma boa diversão neste evento!

Abraço, Ed Simor!


Desde já agradeço a atenção e o empenho da banda!

Contato: mitrubick@hotmail.com 


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por Artur de Azeredo
edição: Caroline Moro Ruis Dias