segunda-feira, 19 de maio de 2014

Entrevista: Distraught


Distraught é uma banda de Thrash Metal de Porto Alegre-RS, fundada em fevereiro de 1990, 24 anos após sua fundação a banda prepara mais um disco, tendo lançado diversas demos e 5 full leghts. A banda encontra se em fase de produção do vindouro trabalho.

A formação atual da banda conta com: André Meyer (Vocal), Ricardo Silveira(Guitarra), Marcos Machado(Guitarra), Nelson Casagrande(Baixo), Dio (Bateria).

Sobre a trajetória da banda e sobre o vindouro disco conversamos com André Meyer. Confiram!


Conte nos um pouco de como surgiu a Distraught?

André: O Distraught começou seus primeiros ensaios em 1990, na época tocávamos apenas por diversão, e nem mesmo achávamos que iríamos gravar algum disco.

O Thrash Metal executado pela banda é bem marcante, raivoso, como chegaram a essa sonoridade? No inicio da banda você já tinha uma linha sonora a seguir ou com o tempo esse som foi sendo construído?

No inicio o som era mais na linha crossover, a formação da época tinha essas influencias, curtíamos o thrash mas o punk também era nossa referencia, e com o tempo, muitas trocas de formação fomos encontrando realmente nosso som.

As capas da Distraught são sempre um ponto forte, vocês curtem esse tipo de trabalho?

Sim, a capa de um álbum sempre foi o cartão de visita do artista, procuramos sempre mostrar na capa o conteúdo que queremos mostrar em nossas músicas.

“The Humam Negligence is Repugnante” é um grande disco, o que você tem a dizer sobre esse trabalho?

Realmente é um grande trabalho, repleto de bons riffs e bem arranjado. Procuramos nele filtrar o que tínhamos de melhor no álbum anterior “Unnatural Display of Art” e eliminar algumas coisas que não funcionam tão bem.  Um bom refrão é algo que pesa bastante nas decisões do grupo, e nesse álbum conseguimos fazer alguns marcantes.

A quantas anda o processo de composição do novo disco? E como ocorre esse processo dentro da Distraught?

Estamos praticamente na metade do trabalho de composição e pré-produção, ainda faltam muitas coisas. Costumamos criar e gravar os riffs com uma bateria programada provisória, depois vou gravando a voz então a música vai tomando forma e mostrando de que maneira devemos fazer um bom arranjo.

O que podemos esperar do novo disco em termos de composições? Existe uma temática central? Pode nos adiantar alguma coisa, já tem data de lançamento previsto?

Estamos trabalhando duro para que nossos fãs curtam bastante nosso novo cd, estamos sempre em busca do melhor em nossas música. A temática principal será sobre um livro chamado” Holocausto Brasileiro” do qual eu li e estou usando parte das letras como referencia, problemas na precariedade carcerária brasileira, falha nas leis do nosso pais etc. Pretendemos gravar no final deste ano e lançar no primeiro semestre de 2015.

A internet tem sido um dos principais meios de divulgação das bandas, nesses mais de 20 anos de estrada como vocês veem essa evolução? Fazendo um comparativo, como era no inicio dos anos 90?

Temos pontos positivos e negativos em relação a isso. Hoje temos um veiculo rápido e barato para divulgar as bandas, mas a concorrência é gigante. No passado tudo era mais difícil para que o material das bandas chegassem as mãos de gravadoras, rádios, revistas etc, mas no entanto se vendia discos, o que hoje tornou se quase impossível.

A Distraught está a mais de 20 anos na estrada, passou por trocas de membros, mas sempre manteve lançamentos de relevância, o que os faz continuar e manter um padrão elevado nos lançamentos? O que move a Distraught?

Acho que queremos sempre nos superar a cada lançamento em busca de mais oportunidades e crescimento pessoal isso é o que move o Distraught.

O que podemos esperar da Distraught ainda para 2014?

Mais e mais shows, e no final do segundo semestre deste ano entrar em estúdio para o inicio das gravações.

Deixo aqui um espaço para as suas considerações finais!

Queria agradecer o espaço cedido, e dizer a todos que fazem parte de nossa cena metal brasileira, da importância de  valorizar aquilo que temos em casa, ótimas bandas, com um potencial a nível mundial, para que todos nós possamos elevar o nível musical lá fora. Econtro vocês todos em algum show do Distraught. Obrigado.



Agradeço a atenção e disponibilidade do André. E vida longa a Distraught!  

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Stay Heavy!

por Artur de Azeredo