quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Human Plague




Trago até vocês mais um fruto oriundo dos pampas, vingado nessa nova safra a Human Plague, que com seu EP, “Marching Through The Fields Of Desolation”, mostra toda a força do Metal Extremo Gaúcho. Se as bandas oitentistas deixaram seu legado, esses caras também estão trabalhando para deixar sua colaboração para com as gerações futuras. Com muita satisfação realizei essa entrevista com a banda, confiram o resultado.


Bom pra começar, como surgiu a Human Plague, conte-nos um pouco.

A ideia de fazer um som e tocar novamente partiu de um encontro casual entre André Corrêa (vocal) e Cássio F. Lemos (baixo). Isso foi lá em 2011, final de agosto inicio de setembro. Conversamos sobre a cena de Santa Maria, festival e shows que iriam rolar e das antigas bandas que fazíamos parte Brutaldeath e Verminose. Depois de algumas horas de bate papo, o Cássio lança a ideia de fazer um som, a principio, seria apenas covers de bandas consagradas, a linha seria o Thrash metal. Para formar o time convidamos o Guitarrista Marcelo Martins ex- Verminose e ex-Dark Torment. Para batera convidamos Carlos Armani baterista da M-19.  Então no dia 8 de outubro fizemos o primeiro ensaio, onde nada rolou.  Passado alguns ensaios, Marcelo mostra alguns riffs que tinha criado, e o Cássio já coloca as linhas de baixo o Armani apresenta algumas letras e está montado o embrião de Below the Nothingess, anteriormente cantada em português e intitulada de Sem Deuses nem Demônios.
Dai para frente à banda dedicou-se a composições próprias, deixando de lado o caráter de banda covers para ser uma banda autoral, embora o cover faça parte de nossos shows, com uma ou duas músicas de bandas que nós influenciam. Nesse meio tempo, faltava um nome, depois de uma lista de inúmeras opções ficamos com Human Plague. Era hora do primeiro show, nossa estreia foi no fest Wake Up! em 23 de junho de 2012 no Havannas em Santa Maria. Na ocasião tocamos oito sons, destes seis composições próprias.
No final de 2013 e inicio de 2014 a banda passa por uma reformulação em sua formação, pois Marcelo está deixando a banda para se dedicar a vida acadêmica. Para assumir as guitarras convidamos Ricardo Gehling. 

Hoje a banda conta com a seguinte formação:
André Corrêa (vocal)
Cássio F. Lemos (baixo e vocal)
Marcelo Martins (guitarra)
Ricardo Gehling (guitarra e vocal)
Carlos Armani (bateria)

   
Enquanto a sonoridade, qual era a ideia de vocês? Quais as influencias em termos de sonoridade? Ou essa sonoridade é fruto do trabalho de vocês?

 Nunca tivemos uma preocupação se nosso som seria Thrash, Death ou Black metal, a ideia é sempre fazer um som forte, pesado e agressivo, associando a atitude e presença de palco. Tipo, fazer algo para bater cabeça.  E nossa sonoridade vem das influencias do que escutamos no dia a dia, bandas como Sepultura, Amon Amarth, Slayer, Kreator, dentre outras.

Com relação ao recém lançado EP “Maching Through The Fields Of Desolation”, vocês chegaram onde queriam em termos de qualidade, sonoridade? Visualmente é um ótimo trabalho, e a sonoridade ficou em cima!

A gravação do “Maching Through The Fields Of Desolation” foi lenta, pois nem sempre conseguíamos tempo para fazer as gravações. Mas isso não foi de todo ruim, podemos viver ele com bastante intensidade, a qualidade sonora dele, por ter sido gravado em um home Studio, ficou fantástica.



Qual era a o conceito ou o ideal a se atingir quando lançaram o EP, em termos de letras, pois pra uma banda de Death Metal, vocês fogem um pouco, dos temas tradicionais?

Não sei se podemos falar em um conceito ideal a atingir, mas sim em conceitos. Pois quando um riff e uma letra são produzidos eles têm uma essência, procuramos nesse momento agregar um pouco de cada um ali. As letras especialmente sempre ficam a serem interpretadas para quem as escuta, não é o que a Human Plague quis dizer com isso, mas o que você entende, sacou? Não é algo fechado... 

Como se dá o processo de composição dentro da Human Plague? Enquanto a gravação vocês já tinham experiência em estúdio, ou caíram de paraquedas?

Basicamente trabalhamos tudo nos ensaios, o Cássio e o Marcelo chegam com os riffs, o Armani vai colocando a batera, o André vai testando timbres de voz para ver o que casa melhor com a sonoridade e na sequência coloca-se as letras.  Só quem tinha experiência de estúdio era o Armani nas gravações da M-19.

 Até o momento como tem sido a aceitação do EP, o retorno, por parte do publico que adquiriu o material?  

Cara tem sido muito bom.

Vocês que estão na estrada, a quantas anda a cena underground gaúcha? Quais as maiores dificuldades? 

Acho que a maior dificuldade está na valorização do trabalho produzido aqui no Sul, pois vejo que tem muita banda boa aqui, mas poucos lugares para tocar, as bandas de metal sofrem ainda com isso. Aqui em Santa Maria um dos maiores vilões são os bares que preferem bandas covers a autorais, isso se torna um círculo vicioso entre músicos e bares. Qualquer dia vai ter o tributo do tributo...

Hoje a internet é uma mão na roda, como vocês veem, a cena underground daqui um tempo? Será que vai haver uma renovação do publico, da bandas?

Cara, a internet ajuda muito, certamente conhecemos certas bandas hoje que no final dos anos 90 e inicio dos 2000 não teríamos como acessar.  Acredito que possa haver sim uma renovação do público, pois  em certas cidades que já tocamos, há um público bem jovem curtindo o nosso som, e não somos um banda de Metal com uma sonoridade moderna, como o metal core, que é uma grande febre do momento. 

Quais os Planos para o futuro da Human Plague?

Primeiramente a banda está passando por um período de transição, como já mencionamos nosso guitarrista Marcelo vai nos deixar, está indo estudar em Campinas. Para o lugar dele convidamos o Ricardo Gehling, pois além dele curtir o estilo, foi ele que gravou nosso Ep, então já está familiarizado com a banda. Assim, e seguir tocando, mostrando nosso trabalho.

Deixo aqui um espaço para a banda!

Agradecemos o espaço do blog Heavy Metal All Night.

Nunca se esqueça, a cena quem faz são vocês, o público. Se vocês não forem aos shows das bandas locais, regionais e nacionais a cena morre... Abraço da Plague...



Agradeço a disponibilidade da banda, e o empenho em responder as perguntas, falaram tudo e um pouco mais, o blog Heavy Metal All Night deseja uma longa e sinuosa estrada aos amigos da Human Plague!

Links da Banda



Stay Heavy!


por Artur de Azeredo