terça-feira, 23 de julho de 2013

Hate Handles



Bom como afirmado em algumas redes sociais onde divulgo o blog, prometi mudanças, comecei com algumas mudanças no background, mas eu queria mais, buscava algo novo para o conteúdo do blog. Foi ai que no meio dessa busca surgiu essa idéia de entrar em contato com algumas bandas e procurar uma entrevista ou algo assim, algo que acrescentasse ao blog e ao mesmo tempo ajudasse na divulgação de alguma banda entranhada no undergroud do RS.
 Conheci a Hate Handles no inicio do ano em Santa Maria, no Obscure, festival de Metal Extremo já consagrado na região, em seguida procurei a banda nas redes sociais e passei a acompanhar, à surdina. Percebi que eles estavam no meio do processo de gravação de um álbum, e em ascensão no meio underground, como eu buscava algo novo para o blog, entrei em contato com o Maicon (guitarrista)
para avaliar a possibilidade de uma entrevista e deu no que deu, cara super gente fina, me enviou todo o material da banda, enquanto o Charles(vocal) respondia as perguntas. Então conheçam um pouco mais da Hate Handles e fiquem por dentro do processo de gravação e produção de “Die In Hands Of Believer” full de estréia dos caras.
 Confiram como ficou a bagaça toda!

Com a Palavra Charles vocalista da Hate Handles.

Fale um pouco de como se deu a formação da Hate Handles, vocês já se conheciam?

Maicon, Matheus e Jonatan já se conheciam desde o colegial e então formaram uma banda chamada “Blast” em meados de 2004. Essa banda que se dedicou a fazer covers durou até 2010, quando o trio decidiu fundar um projeto de músicas próprias que então viria a se chamar Hate Handles.
Ao primeiro semestre de 2011 a banda já tinha várias composições feitas e esboçadas e então resolveu arriscar um primeiro registro. Como até então eles não haviam conseguido nenhum vocalista fixo, o Maicon que na época era meu colega de banda na Cripta Mortiis, me convidou para quebrar um galho no primeiro registro da Hate. Com muita honra aceitei, e no final das contas acabamos nos dando super bem tanto musicalmente quanto pessoalmente, assim, fui aceito e fechou-se a formação que perdura até o momento.

 Qual a principal influencia, em termos de sonoridade?

Nessa parte eu poderia citar várias influências, mas uma que acho que merece um destaque importante seria o Pantera, tanto que nossa banda precursora, a Blast, já havia tirado em torno de 20 covers deles. Hoje cada integrante da banda têm sua própria identidade musical e a introduz na música, mas podemos dizer que Pantera é um ponto central em nossas influências.

 Pra vocês imagino que esse processo de gravação seja novo... Quais foram às maiores dificuldades da banda, e os pontos positivos, o que isso vem a acrescentar a Hate Handles?


Acredito que o ponto mais difícil foi a organização dos processos. No início, apenas queríamos gravar um primeiro registro, mas realmente ninguém fazia idéia da dimensão que as coisas iriam tomar. O que era uma demo virou um EP, que acabou virando um Full, então da pra imaginar a confusão que foi.
Por sorte fomos muito bem orientados pelo Roger Fingle e no final das contas estamos bem, mas bem perto de concluir nosso álbum debout.


 Enquanto ao processo de composição vocês já tinham as musicas prontas na hora de entrar em estúdio... Como acontece esse processo dentro da Hate Handles?

Já havia alguma coisa pronta sim, acredito que em torno de 50% das composições.
Sobre o processo de composição que ocorreu para este álbum, acabou acontecendo algo interessante que foi também devido ao nosso processo interno. Para explicar melhor, dividimos as gravações em três etapas, cada uma contendo três músicas. Primeiramente gravamos as faixas “Deceived”, “keep the Desease” e “Bring You Back”, que eram as únicas que já estavam praticamente definidas, depois foi a vez de “Respect By Fear”, “Persistence of the Defeated” e “Die in Hands of Believers” que já tinham seus riffs prontos, mas faltava “montar” a música, então por final “Escape”, Nothing Useful” e “Why Praise”, que com exceção de um riff ou outro, foram completamente produzidas dentre os últimos meses. O interessante foi acompanhar o resultado obtido em cada etapa, que pouco a pouco foi se modificando e se aprimorando.

 Recentemente assisti ao vídeo do Roger Fingle, Produtor do Estúdio Nitro, onde foram realizadas as gravações do “Die In Hands Of Believer” full de estréia da banda. Ele comenta que era pra ser um EP e acabou virando um full. Conte nos como aconteceu esse processo e porque um full assim de estréia?

Acho que tudo conspirou de certa forma a esse resultado desde a satisfação que obtivemos conforme o resultado ia sendo apresentado, várias idéias de composição que surgiram durante as gravações e eu daria um destaque ao peso que um álbum full tem, se tornando assim passo difícil porém firme para a banda.

Belíssima capa do full dos caras!

 Com muito prazer pude ver a Hate Handles ao vivo no Obscure festival realizado no inicio do ano em Santa Maria-RS. De lá pra Ca venho acompanhando meio que na surdina a Hate Handles e percebi a ascensão da banda no meio Underground... Eu gostaria de saber de vocês qual a relação com os fãs... o que isso representa esse reconhecimento?

 Apesar de nosso número de fãs estarem crescendo muito, nós começamos a divulgar nossas atividades a pouco mais de um ano, então isso nos permite manter ainda uma relação bem próxima à maioria dos fãs. È bem comum alguém nos contatar diretamente através das redes sociais para conversar a respeito dos trabalhos e shows, e todos nós somos bem abertos a isso.

 Vocês irão abrir para a Scelerata banda de Power Metal de Porto Alegre, no dia 27 de Julho agora, qual a sensação de abrir um show para uma banda de renome já no underground?

Sem dúvida uma grande honra. Lembro-me do dia que recebi a notícia, eu estava em um dia terrível no meu trabalho logo pela manhã e foi então que recebi a notícia, fiquei até meio bobo (risos), nem preciso dizer que dali pra frente meu dia ficou bem melhor.

 Você acha que da pra sobreviver do Heavy Metal, do Underground no Brasil?

Temos que confessar essa é uma tarefa bem complicada. Felizmente acredito que as pessoas estão pouco a pouco, começando a perceber que existem muitas bandas nacionais que não devem nada a bandas do exterior e isso já é um grande passo.

 Quais os planos para o futuro do Hate Handles após o lançamento de Die in Hand Of Believers? Já existe algum esboço para o próximo disco ou sobras de musicas?

Ainda não temos nada definido para o futuro, mas o que posso adiantar é que estamos com muitas idéias em mente para novos trabalhos. Com certeza há muito pano para manga ainda.

 Uma mini tour de divulgação pelo interior do RS seria viável?

Com certeza não vamos conseguir visitar todos os lugares que queremos tocar, mas aguardem que surpresas virão a respeito da divulgação de “Die in Hands of Believers”, e isso inclui sim um mini tour no RS.


Hate Handles é mais que um projeto sólido. Veio pra ficar e agregar ao cenário Metal, e muita coisa nova ainda esta por vir! Grande abraço a todos que acompanham nosso trabalho!



Links da banda




Agradeço a paciência da banda em responder as minhas perguntas, e o interesse para com os fãs, essa proximidade fortalece cada vez mais os laços entre publico e banda, é isso que o Metal precisa respeito e cordialidade! Que a estrada da Hate Handles esteja repleta de glorias e sucesso, com certeza ainda ouviremos muito esse nome pelos pampas.




Stay Heavy!